Posts de Fevereiro, 2008

Manjas?

Fevereiro 28, 2008

Sabe quando você entra em contato pela primeira vez com uma coisa e ela parece pensada para você? Sabe quando a praticidade do design é tão grande que te acolhe e você passa imediatamente a reconhecer tudo aquilo como a representação pura do ser simples? Sabe quando parece que conheciam você na hora da criação de uma peça ou ambiente?

Sabe essa sensação? Eu não.

Sou canhoto.

Sabe quando o ambiente que você está inserido é tão agressivo e competitivo que um simples ato de oposição a você se torna motivo para um conflito gigantesco? Sabe quando tomam seu espaço de uma forma abusada e você seria capaz de estrangular o desconhecido? Sabe aquela raiva que sobe e fica incontrolável e toma de assalto a razão calcada em motivos irreais?

Sabe essa fúria? Eu não.

Não tenho carro.

Sabe aquela dor no peito que dá quando alguém te decepciona além do limite pessoal e atinge outros campos? Sabe a dor de perder não só um companheiro mas também toda aquela fé nas coisas que dividiam como utopias e objetivos de construção de uma vida melhor? Sabe quando você cai abraçado num ícone pela decepção e passa a acreditar menos em você por ter sido enganado?

Sabe essa angústia? Eu não.

Votei no Geraldo Alckmin.

Sigue, sigue.

Fevereiro 27, 2008

“Se o guri se chamar Henrique, para mim já é meio caminho andado” – disse a vizinha de praia em um desses veraneios passados.

Confesso que não entendi onde ela queria chegar. Talvez pela minha pouca idade na época, ou ainda por não ter nenhum amigo Henrique na praia. Pensando bem, eu não tinha nenhum amigo na praia.

Estar sozinho no universo praiano, apesar de tudo, tinha um lado bom: dava pra pensar por horas onde a frase da garota queria chegar. Tanto tempo que consegui tirar a vizinha de órbita e ampliar a questão, concluindo entre um e outro sorvete no calçadão que, seja qual for o destino, ter meio caminho andado é sempre um grande trunfo.

Eu, que só queria estar na metade do veraneio e contar os dias para voltar a Porto Alegre, passei a calcular outras metades. O quilometro 70 da Estrada Velha, a esquina sempre alagada na metade do caminho para o mar, a segunda casa de salva-vidas até as pedras no canto da praia. Trechos divertidos da minha viagem para longe do tédio.

Tanto que posso ligar para casa e contar que cheguei bem. Valeu o passeio. E com ele aprendi um monte de coisa sobre nomes e trajetos, descobri que o Cabo da Boa Esperança é bem na metade do caminho e que esse nome devia ajudar muito; e que a Parati que meus pais tinham homenageava uma praia na qual nunca iríamos passar o verão porque era muito longe.

Também não demorou muito para saber onde a minha vizinha queria chegar. Isso que eu nunca mais vi a garota e sigo sem conhecer Henriques. Acontece que para algumas pessoas, chamar-se Eduardo também é um caminho cortado pela metade. Cedo ou tarde, a gente conquista nosso espaço, independente do nome que nos deram.

Foi assim na minha viagem e nas maiores viagens já feitas. Tenho certeza que o foguete se chamar Apolo não ajudou a chegar na lua, assim como Discover, Endeavor e Challenger podem ser nomes imponentes, mas não levam a lugar algum. Talvez ao vazio, não do espaço, mas da falta de sensibilidade.

Se tivessem tempo pra pensar na beira da praia, até quem batiza toneladas de tecnologia aeroespacial e combustível sólido se daria conta que o importante mesmo é ter um bom companheiro de viagem, ou Sputnik, como se diz em russo.

Tão simpático para um satélite orbitando ao nosso lado, quando para alguém que divide o carro conosco. Se um nome desses não ajudar a chegar na metade do caminho, tudo bem. O que importa é ter um Sputnik com o mesmo destino. Seja até a praia, até a padaria ou mesmo se a nossa viagem for ficar sentado em um sofá surrado.

Tudo isso pode ser uma grande viagem, concordo. Mas tem uma coisa boa: vocês foram ótimos Sputniks.

*

Escrevi esse texto (ou quase ele) para uma publicação distribuída em uma estrada aqui do estado, que é a rota de fuga para quem está em Porto Alegre e quer chegar na praia. O convite foi da Sophia, que muito me deixou feliz. Tirando o prazo apertado, que fez com que o texto que eu entreguei fosse menos organizado que esse, foi uma surpreendente maravilha escrever sobre um tema que eu só faria sobre ameaça: veraneios e Henriques.

Salada impossível

Fevereiro 25, 2008

Para a esquerda, pouco mais de 200 metros, um mercadinho. E nele folhados de toda sorte, ensopados na manteiga e tostadinhas no forno escondido atrás dos azulejos, que certamente estão ali para lembrar a fomezinha que a gente só tem em casa.

Para o outro lado, seguindo reto desde a escadaria do mesmo ponto de partida, uma padaria que serve almoços na medida certa para o meio da tarde, com baguetes quentinhos da hora e nacos de frango grelhado.

No vértice, também conhecido como esquina, um restaurante especializado em massas. Que mesmo se esforçando para ser ruim, tem a tentação quase dourada dos farináceos. Não me espanta que atravessar a região e atacar uma salada seja uma missão quase impossível.

Mas é preciso fugir da rota do carboidrato, por mais que o nosso coração não queira viver saudável. A recompensa vem em duas formas: o ataque a um punhado de couve sem culpa e uma tarde bem menos casativa.

TV Caicó

Fevereiro 20, 2008

Finalmente imagens da estréia profissinal de Gusta, meu primo, pelo Coríntians de Caicó. Coríntians 1×1 Baraúnas, 14.11.2007, estádio Senador Dinarte Mariz, Caicó (RN) – Copa RN 2007.

Destaque para a edição, feita pelo próprio jogador.

Niemeyer Machine

Fevereiro 13, 2008

Ele gospe no papel, os projetistas viabilizam – Bruno Galera tinha razão: o trabalho mais fácil do mundo é do Oscar Niemeyer. Faça o rabisto que quiser e o programa diz que obra do Niemeyer seria.

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Biblioteca de Tupanciretã.

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Prefeitura Municipal de Macaé.

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Puteiro em Brasília.

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Complexo hidroviário Argel-Salamanca.

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Centro de conferência e Hotel Cassino em Riad.
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Marina de Agrolândia-SC.

Assim Blogo

Fevereiro 12, 2008

Aos Berros Costumo Dizer: Estamos Falidos. Gastamos Horas Inteiras Jogando Longe Moedas Nos Oprimidos. Por Quererem Respostas Sobre Temas Urrados, Verdadeiros Xiitas Zangados.

Agora Beijo Com Dor Estas Feridas. Grande Herói Infeliz, Jovem Liver Mas Não Ouvido. PAlavras Que Rompem Seus Tímpanos. Um Vil Xerife Zuado.